Fazia tanto tempo, que já não me lembrava o quanto eu sempre transformei o ato de desenhar em uma espécie de cruzada pessoal rumo a algo que não faço idéia.
Consigo lembrar da sensação de desolamento, das auto-cobranças por não ter um trampo com a qualidade dos nomes de quem já não precisa provar nada a ninguém. Lembrei hoje o quanto encarava desenhar como a minha única maneira de ascenção, podia ser profissional, pessoal, espiritual, seja o que fosse. Era o meu modo de lembrar que eu não era um verme sem valor.
Hoje em condições diferentes, não sei se melhores ou piores, sentí de novo na pele as mesmas sensações, e lembrei o quanto não gostava nada daquilo.
Mas são outros dias. Hoje são contas pra pagar, frustrações à superar, mortos por quem ainda não chorei, e infelizmente ainda a comiseração alheia. Têm dias que nem mesmo GTA salva, bicho. Não é mole!
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
E eu voltei...
E então, mais uma vez, chegou o dia...
Em que o bicho pegou, o sangue não escorreu, mas o saco explodiu.
Neste dia tomei a coragem e pedí demissão. Decidí, mais uma vez, tomar as rédeas, e encarar e enfrentar a minha própria natureza.
Decidí voltar à desenhar. Ainda sem o amor, aquela paixão, ainda sem ser movido por aquela obssessão doentia que torne justas as várias horas sozinho envergado sobre a mesa. Mas foda-se. Ainda tenho dois meses e não posso esquecer as palavras de um amigo, algo como: " Tu tem talento suficiente pra não precisar se sujeitar à esse empreguinho fudido que tu tem"
É vero!
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